O Ibovespa encerrou o pregão dessa sexta-feira em queda, pressionado pelo cenário internacional e pela cautela dos investidores diante de possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Já o dólar fechou em leve baixa, refletindo a mesma leitura de menor aversão ao risco no mercado global.
Na B3, principal bolsa de valores do país, o movimento foi influenciado sobretudo por fatores externos, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e aos impactos sobre o preço do petróleo.
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No mercado de juros, as taxas futuras recuaram ao longo de toda a curva, acompanhando o movimento observado no exterior. Segundo analistas, a dinâmica está alinhada ao comportamento dos títulos americanos, embora o cenário doméstico ainda exija atenção, especialmente em relação à inflação.
Entre os principais vencimentos, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu para 14,095%, enquanto os contratos para 2028, 2029, 2030 e 2031 também registraram recuo, indicando uma percepção de menor pressão no curto prazo.
No mercado de commodities, o petróleo fechou próximo da estabilidade, com leve alta, diante da expectativa de retomada das negociações envolvendo o Irã. O avanço nas conversas pode influenciar diretamente a oferta global da commodity, o que tende a impactar os preços internacionais.
Entre as ações, empresas cíclicas apresentaram desempenho negativo. Papéis de companhias como Cyrela e Smart Fit recuaram, refletindo o ambiente de cautela e a sensibilidade desses setores às condições econômicas.
O cenário externo também contribuiu para o bom desempenho das bolsas em Nova York, que renovaram recordes impulsionadas por resultados corporativos e pela expectativa de avanço diplomático.
Com isso, o mercado financeiro encerra a semana em compasso de espera, acompanhando de perto os desdobramentos internacionais e seus reflexos sobre câmbio, juros e renda variável no Brasil.






