Apesar do avanço na qualificação profissional, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para alcançar os cargos mais altos nas empresas brasileiras. Dados de pesquisas do setor indicam que elas ocupam 39% das posições de liderança no país, mas apenas 17,4% chegam à presidência das organizações.
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Os números, provenientes de levantamentos da Grant Thornton, no relatório Women in Business, e da Diversitera, apontam para um descompasso entre o aumento da presença feminina em funções de gestão e o acesso efetivo a posições estratégicas. Segundo especialistas, a evolução não ocorre de forma uniforme nos diferentes níveis hierárquicos.
De acordo com o coordenador dos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos da UNIASSELVI, Fernando Eduardo Cardoso, o cenário reflete não apenas questões de formação, mas também fatores estruturais e culturais dentro das organizações. Ele afirma que a ausência de mulheres em cargos de decisão pode limitar a diversidade de perspectivas e impactar a capacidade de inovação das empresas.
Nas últimas décadas, houve crescimento significativo no acesso das mulheres ao ensino superior e à qualificação, inclusive em áreas tradicionalmente masculinas. No entanto, esse avanço não tem sido acompanhado por uma presença proporcional nos cargos de maior poder.
Especialistas apontam que políticas de incentivo, embora importantes, não são suficientes isoladamente. A avaliação é de que mudanças culturais e organizacionais são necessárias, incluindo a revisão de critérios de promoção e das dinâmicas internas de trabalho.
A percepção de barreiras estruturais também é compartilhada por profissionais em início de carreira. Formada em Administração em 2025, Mariana Fachi afirma que as dificuldades enfrentadas pelas mulheres muitas vezes são sutis, mas persistentes, e se refletem em exigências mais rigorosas e padrões de comportamento distintos.
Para ela, a transformação passa por mudanças culturais mais amplas, tanto dentro das empresas quanto na sociedade. A ampliação de políticas públicas, como incentivo à qualificação, equidade salarial e revisão de modelos de licença parental, também é apontada como parte do processo para reduzir desigualdades.
Além disso, o fortalecimento da autoconfiança e do posicionamento profissional é destacado como fator relevante para mulheres que buscam alcançar cargos de liderança.








