O preço médio das passagens aéreas no Brasil registrou alta de 17,8% em março deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil, a tarifa média atingiu R$ 707,16, já descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
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A metodologia da agência considera apenas o valor da tarifa bruta, sem incluir custos adicionais como bagagem despachada, marcação de assentos ou descontos promocionais.
De acordo com o levantamento, o valor médio pago por quilômetro voado foi de R$ 0,5549, o que representa aumento de 19,4% em relação a março do ano passado. Apesar da alta nas passagens, o preço do querosene de aviação (QAV) havia recuado 13,7% no mesmo período, com média de R$ 3,60 por litro.
Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil avalia que a variação está dentro do comportamento esperado do setor, influenciado por fatores externos, como o cenário internacional e oscilações no mercado de energia.
O cenário, no entanto, tende a mudar. Em abril, a Petrobras aplicou um reajuste superior a 50% no preço do QAV, o que ainda não foi refletido nos dados de março. A alta foi impactada, entre outros fatores, pela valorização do petróleo no mercado internacional, em meio a tensões no Oriente Médio.
Diante disso, técnicos do governo chegaram a projetar um aumento de até 20% no custo das passagens aéreas nos próximos meses. Para reduzir os impactos no setor, foram anunciadas medidas como adiamento de tarifas de navegação aérea e a criação de uma linha de crédito de até R$ 2,5 bilhões para as companhias.
Ainda segundo os dados da agência, a maior parte das passagens comercializadas em março (45,4%) teve preço abaixo de R$ 500. Por outro lado, 8,2% dos bilhetes foram vendidos por valores acima de R$ 1.500, evidenciando a amplitude das faixas tarifárias no mercado.
Com a pressão dos custos operacionais e a dependência do combustível, o comportamento dos preços das passagens deve continuar sensível ao cenário internacional nos próximos meses.






