Pesquisadores têm avançado em uma nova abordagem experimental para o tratamento da Doença de Parkinson, baseada na reposição de neurônios responsáveis pela produção de dopamina no cérebro.
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A técnica utiliza células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), obtidas a partir de amostras de sangue de doadores e reprogramadas em laboratório. Essas células são transformadas em neurônios dopaminérgicos, que são os mais afetados pela progressão da doença.
Após o preparo, os neurônios são implantados no cérebro por meio de procedimento cirúrgico, sendo inseridos no putâmen, região associada ao controle dos movimentos e diretamente impactada pelo Parkinson. A proposta é que essas células passem a produzir dopamina de forma contínua, compensando a perda natural provocada pela doença.
Resultados iniciais de um estudo conduzido no Japão indicam aumento médio de 44% nos níveis de dopamina em pacientes acompanhados por dois anos. Também foram observadas melhorias nos sintomas motores, como tremores e rigidez, com ganhos médios de cerca de 20%.
Apesar dos avanços, os pesquisadores destacam que o tratamento ainda está em fase experimental e não representa uma cura. A doença envolve alterações mais amplas no cérebro, que vão além da perda de neurônios produtores de dopamina.
Atualmente, a terapia tem sido aplicada em pacientes com estágios mais avançados e resposta limitada a medicamentos como a Levodopa.
Os próximos passos incluem a ampliação dos testes clínicos para avaliar a segurança e a eficácia do método em um número maior de participantes.
Redação com informações do portal Olhar Digital






