O medicamento lecanemabe deve chegar ao mercado brasileiro em junho, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro. Indicado para retardar a progressão da Doença de Alzheimer, o tratamento tem custo mensal estimado em R$ 8.108,94 sem impostos, podendo chegar a R$ 11.075,62 com a incidência de tributos.
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Desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, o lecanemabe é um medicamento biológico, produzido a partir de organismos vivos. Sua ação se concentra na proteína beta-amiloide, cujo acúmulo no cérebro está associado à degeneração dos neurônios.
Segundo dados de estudos clínicos publicados no New England Journal of Medicine, o uso do medicamento mostrou redução de 27% no declínio cognitivo em pacientes ao longo de 18 meses. A pesquisa envolveu 1.795 participantes em diferentes regiões do mundo.
Especialistas destacam que o tratamento não reverte danos já causados pela doença, sendo mais indicado para fases iniciais, como comprometimento cognitivo leve e demência leve associada ao Alzheimer. A recomendação reforça a importância do diagnóstico precoce para ampliar os benefícios do uso do medicamento.
O lecanemabe surge como uma nova alternativa terapêutica no enfrentamento da doença, embora o alto custo e a necessidade de acompanhamento médico especializado ainda sejam pontos de atenção para pacientes e familiares.






