O número de domicílios com motocicletas no Brasil cresceu significativamente nos últimos anos, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o total de residências com motos passou de 15 milhões, em 2016, para 20,7 milhões em 2025 — um aumento de 5,7 milhões de lares.
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Apesar de os automóveis ainda serem mais comuns no país, o crescimento das motocicletas foi mais acelerado no período. Em 2016, 22,6% dos domicílios possuíam motos; em 2025, esse percentual subiu para 26,2%. Já os lares com carros passaram de 47,6% para 49,1% no mesmo intervalo.
O destaque fica para as regiões Norte e Nordeste, onde as motos já superam os carros em número de domicílios. No Norte, 39,5% das residências possuem motocicleta, contra 31% com automóvel. No Nordeste, os índices são de 34,5% para motos e 30% para carros.
Segundo o IBGE, a renda média mais baixa nessas regiões ajuda a explicar a preferência pelo veículo de duas rodas, que tem custo de aquisição e manutenção mais acessível. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a presença de carros é cerca do dobro da de motocicletas.
O levantamento também mostra que o número de domicílios com ambos os veículos — carro e moto — aumentou, passando de 10,7% em 2016 para 13,5% em 2025.
Eletrodomésticos ainda revelam desigualdade
A pesquisa analisou ainda a presença de eletrodomésticos nos lares brasileiros. O percentual de domicílios com máquina de lavar subiu de 63% para 72,1% no período, mas ainda há desigualdades regionais significativas.
No Nordeste, apenas 42,6% das residências possuem o equipamento, enquanto no Sul esse índice chega a 91,6%. Já no Norte, 60% dos lares contam com máquina de lavar. No Sudeste e Centro-Oeste, os percentuais são de 83,1% e 83,5%, respectivamente.
Por outro lado, a geladeira está presente em quase todos os domicílios do país, atingindo 98,4% de cobertura, o que indica universalização desse item básico.
Para especialistas, os dados refletem avanços no acesso a bens de consumo, mas também evidenciam desigualdades regionais ainda persistentes no Brasil.






