Seis países europeus anunciaram, entre março e abril de 2026, novas regras para a entrada de brasileiros, com exigências mais rigorosas para vistos de longa duração, reunificação familiar e permanência estendida. As mudanças envolvem Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Holanda, integrantes do Espaço Schengen.
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As medidas entram em vigor de forma escalonada a partir de julho e incluem critérios mais rígidos de comprovação financeira, exigência de seguros, entrevistas consulares e adoção de sistemas digitais de triagem. Apesar disso, a isenção de visto para turismo de curta duração — até 90 dias — permanece válida para brasileiros.
Segundo dados da European Travel Commission, o Brasil enviou mais de 2,1 milhões de turistas à Europa em 2025, o que contribuiu para o aumento da fiscalização e a adoção de novas regras.
Portugal concentra mudanças mais relevantes
Entre os países, Portugal apresenta uma das alterações mais significativas. A partir de julho de 2026, brasileiros que solicitarem visto de longa duração deverão comprovar renda mínima de €1.500 mensais, além de apresentar extratos bancários recentes e vínculos profissionais.
A medida impacta principalmente quem pretende morar, estudar ou permanecer por períodos superiores a 90 dias no país, que é um dos principais destinos de brasileiros na Europa.
Espanha cria sistema de pré-triagem digital
Na Espanha, será implementado um sistema digital de pré-triagem obrigatória para estadias superiores a 21 dias. O processo deve ser feito online antes do embarque, com taxa de €15 e resposta em até 72 horas.
A autorização não substitui o visto tradicional, mas funciona como uma etapa adicional de controle migratório.
França e Alemanha ampliam exigências
A França passará a exigir seguro-viagem com cobertura mínima de €50 mil para todos os visitantes não europeus, incluindo turistas. O documento deverá ser apresentado no momento da entrada no país.
Já a Alemanha tornará obrigatória a entrevista consular para vistos de longa duração. O tempo de espera para agendamento pode chegar a 60 dias, segundo estimativas do setor.
Itália limita vistos e Holanda adota biometria
A Itália implementou um sistema de cotas anuais para vistos de turismo, com limite de 45 mil autorizações por ano para brasileiros. A medida pode restringir a concessão em períodos de alta demanda.
Na Holanda, a principal mudança é a adoção antecipada do Entry/Exit System (EES), que exige coleta de dados biométricos nos pontos de entrada. O procedimento não gera custo, mas pode aumentar o tempo de espera na imigração.
Turismo de curta duração não é afetado
Apesar do endurecimento das regras, brasileiros continuam isentos de visto para viagens de até 90 dias no Espaço Schengen. As novas exigências se concentram em estadias mais longas, processos de residência e reunificação familiar.
Especialistas recomendam que viajantes iniciem o planejamento com antecedência mínima de 90 dias, devido ao aumento no tempo de análise e na documentação exigida.
Impacto maior para nômades digitais
O novo cenário afeta diretamente brasileiros que utilizam países europeus como base para trabalho remoto. Portugal e Espanha, destinos populares entre nômades digitais, passaram a exigir critérios mais rigorosos para concessão e renovação de vistos.
A tendência, segundo especialistas, é de maior controle migratório e aumento nos custos e prazos para permanência prolongada na Europa.






