Economistas do mercado financeiro projetam que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve realizar um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, durante a reunião prevista para esta semana. Caso a expectativa se confirme, a taxa passará de 14,75% para 14,50% ao ano.
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A avaliação predominante é de que, mesmo diante da elevação das expectativas de inflação, o Banco Central do Brasil deve manter o ritmo gradual de redução dos juros. Analistas apontam que uma política monetária excessivamente restritiva poderia desacelerar ainda mais a atividade econômica sem impacto direto sobre pressões inflacionárias de origem externa.
O cenário econômico se tornou mais desafiador desde a última reunião, em março. A alta nos preços internacionais do petróleo, influenciada por tensões geopolíticas envolvendo países do Oriente Médio, tem pressionado indicadores de inflação, especialmente no grupo de transportes.
Instituições financeiras revisaram suas projeções inflacionárias para os próximos anos. Estimativas para 2026, que estavam abaixo de 4%, passaram a superar 5% após a intensificação do conflito internacional, refletindo o impacto das commodities no cenário doméstico.
Apesar disso, economistas destacam que parte da inflação atual decorre de fatores externos, o que limita a eficácia de juros mais elevados como instrumento de controle. Ao mesmo tempo, indicadores de atividade econômica mostram sinais de desaceleração, reforçando a necessidade de ajustes graduais na política monetária.
As projeções do mercado indicam continuidade no ciclo de cortes da Selic ao longo de 2026, ainda que em ritmo moderado. O comportamento da inflação, a evolução do cenário internacional e a estabilidade dos preços do petróleo devem influenciar as próximas decisões da autoridade monetária.
Redação com informações do portal InfoMoney






