As companhias aéreas têm ampliado a oferta de assentos premium em voos nacionais e internacionais, reduzindo proporcionalmente o espaço destinado à classe econômica tradicional. A estratégia busca elevar a receita por passageiro e acompanhar mudanças no perfil da demanda após a pandemia.
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Empresas como Gol e Latam anunciaram a introdução ou expansão de categorias intermediárias e executivas. A Gol passará a operar voos internacionais com classe executiva ainda este ano, enquanto a Latam prevê incluir a categoria economy premium em rotas internacionais a partir de 2027, com a chegada de novas aeronaves.

O movimento segue tendência global observada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo, que aponta crescimento mais acelerado das classes premium em comparação à econômica. Entre janeiro de 2023 e maio de 2024, o número de passageiros nessas categorias aumentou 43%, enquanto a classe econômica cresceu 23% no mesmo período.
Apesar de representarem uma parcela menor do total de passageiros, as categorias premium têm maior peso financeiro. Em 2025, primeira classe e executiva corresponderam a cerca de 3,6% dos viajantes, mas geraram aproximadamente 15% da receita das companhias aéreas, devido ao valor mais elevado das tarifas.
A chamada economy premium tem ganhado destaque por oferecer mais conforto e serviços adicionais, como embarque prioritário, maior espaço entre assentos e benefícios em programas de fidelidade, a preços intermediários entre a classe econômica e a executiva.
Além da busca por maior rentabilidade, a mudança também está relacionada à alta ocupação dos voos e à limitação na expansão das frotas, fatores que incentivam as empresas a otimizar o uso do espaço disponível nas aeronaves.

Na América Latina, o crescimento do tráfego aéreo reforça essa estratégia. Dados recentes indicam aumento de 5,5% no fluxo de passageiros em 12 meses, com avanço ainda maior nas classes premium em voos internacionais.
Redação com informações do portal O Globo






