Os preços dos imóveis residenciais no Brasil continuaram em alta em maio, embora em ritmo menor do que o registrado no mês anterior. Segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Abecip, a valorização foi de 0,53% no mês, abaixo dos 0,67% observados em abril.
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No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 18,45%, ante 19,53% no levantamento anterior. Apesar da desaceleração, a valorização permanece acima da inflação, do custo da construção e da variação dos aluguéis.
Entre as capitais, Recife, Curitiba, Salvador e Brasília seguem entre os mercados com as maiores valorizações. Recife acumulou alta de 28,07% em 12 meses, enquanto Curitiba registrou 28,39%, Salvador chegou a 24,62% e Brasília alcançou 23,66%.

O comportamento dos preços variou entre as regiões. São Paulo e Belo Horizonte apresentaram desaceleração no ritmo de valorização, enquanto Rio de Janeiro e Salvador registraram aceleração em maio. Fortaleza também ampliou a alta mensal, embora tenha reduzido o crescimento acumulado em 12 meses.
No acumulado de 2026, o IGMI-R avançou 4,60%. Recife lidera a valorização no ano, com alta de 8,39%, seguida por Curitiba (7,46%), Porto Alegre (6,36%), Salvador (5,71%), Goiânia (5,44%) e Brasília (5,39%).


Os dados também mostram que a valorização dos imóveis permanece acima de outros indicadores do setor. Nos últimos 12 meses, o IGMI-R acumulou alta de 18,45%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 6,68%, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) subiu 5,42% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 4,72%.


De acordo com a Abecip, o desempenho indica que o mercado imobiliário segue aquecido, impulsionado por fatores como oferta restrita em algumas cidades, demanda resiliente e o interesse pelo imóvel como forma de preservação patrimonial.







