O Brasil manteve a segunda colocação no ranking global de juros reais, mesmo após a redução recente da Taxa Selic para 14,50% ao ano. Com taxa real de 9,33%, o país fica atrás apenas da Rússia, que lidera o levantamento com 9,67%.
Os dados fazem parte de um estudo elaborado em parceria entre as empresas MoneYou e Lev Intelligence, que analisou 40 países com base nos juros projetados e nas expectativas de inflação para os próximos 12 meses.
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O Brasil aparece à frente de outros países latino-americanos, como o México, que ocupa a terceira posição com juros reais de 5,09%, e a Colômbia, com 2,63%, na sétima colocação.
De acordo com o economista Jason Vieira, responsável pelo levantamento, o cenário internacional tem influenciado as decisões de política monetária. Segundo ele, tensões geopolíticas recentes, especialmente no Oriente Médio, elevaram as projeções de inflação em diversos países, levando bancos centrais a adotar posturas mais conservadoras.
O estudo indica que, entre os países analisados, 85% mantiveram suas taxas de juros, enquanto 7,5% optaram por aumentos e outros 7,5% realizaram cortes. A revisão para cima das expectativas inflacionárias também contribuiu para o aumento de casos de juros reais negativos.
Entre os países com maiores taxas reais, destacam-se ainda a África do Sul (4,62%), a Indonésia (3,31%) e a Hungria (3,02%).
Por outro lado, o levantamento identificou quatro países com juros reais negativos: Japão (-1,56%), Argentina (-1,15%), Suíça (-0,21%) e Taiwan (-0,15%).
Países com maior taxa de juro real
- Rússia 9,67%
- BRASIL 9,33%
- México 5,09%
- África do Sul 4,62%
- Indonésia 3,31%
- Hungria 3,02%
- Colômbia 2,63%
- Polônia 2,61%
- República Tcheca 2,20%
- Índia 2,19%
Fonte: MoneYou e Lev Intelligence
A taxa de juro real considera o rendimento nominal descontada a inflação projetada, sendo um indicador relevante para avaliar o retorno de investimentos e o custo do crédito em cada país.
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Imagem: Posição incômoda: Brasil tem segunda maior taxa de juros reais do mundo — Foto: Freepik






