A subutilização da força de trabalho no Nordeste atingiu 22,6% no quarto trimestre de 2025, segundo levantamento do FGV IBRE. O índice é significativamente superior à média nacional, de 13,4%, e mais que o triplo da taxa registrada na região Sul do país.
O indicador considera não apenas pessoas desempregadas, mas também trabalhadores subocupados — que atuam menos horas do que gostariam — e aqueles que fazem parte da força de trabalho potencial, mas não estão ativamente buscando emprego.
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De acordo com o estudo, mais de 6 milhões de pessoas no Nordeste enfrentam algum tipo de inserção precária ou dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Um dos pontos de maior preocupação é o desalento, que atinge cerca de 1,58 milhão de pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem não haver oportunidades disponíveis.
Esse grupo representa 63% da força de trabalho potencial da região, proporção superior aos 50,6% observados no restante do país. Já os trabalhadores subocupados correspondem a 31,2% da subutilização regional, indicando que parte significativa dos ocupados não consegue renda suficiente por falta de horas trabalhadas.
O levantamento aponta ainda que políticas tradicionais de intermediação de emprego têm alcance limitado diante desse cenário. A análise sugere a necessidade de investimentos voltados à diversificação da estrutura produtiva, com geração de empregos em setores mais dinâmicos e redução da informalidade, que atualmente representa quase metade das ocupações na região.






