O governo dos Estados Unidos intensificou um plano para reduzir a dependência da China no mercado global de terras raras, minerais considerados estratégicos para a produção de equipamentos eletrônicos, baterias, veículos elétricos e sistemas militares. A iniciativa é liderada pelo Pentágono e inclui investimentos bilionários, acordos comerciais e participação direta em empresas do setor.
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A estratégia ganhou força após as restrições impostas pela China ao fornecimento de terras raras e ímãs permanentes durante a escalada da guerra comercial com o presidente Donald Trump. O episódio levou os EUA a acelerarem a busca por uma cadeia de suprimentos independente.
O grupo responsável pelas negociações dentro do Pentágono ficou conhecido informalmente como “Deal Team Six”. A equipe trabalha na criação de acordos envolvendo financiamentos, participações acionárias, garantias de compra e incentivos para ampliar a produção de minerais críticos fora da China.
Entre os negócios mencionados está a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth, em uma operação avaliada em US$ 2,8 bilhões. O movimento coloca o Brasil como peça importante na estratégia americana para diversificar fornecedores globais.
As terras raras são utilizadas na fabricação de itens de alta tecnologia, incluindo motores elétricos, turbinas eólicas, smartphones, mísseis e equipamentos militares. Atualmente, a China responde por cerca de 94% da produção global de ímãs de terras raras, segundo dados da Agência Internacional de Energia.
O plano do Pentágono prevê que os EUA consigam produzir até metade da demanda mundial de ímãs permanentes até 2030. Para isso, o governo americano também ampliou parcerias com empresas do setor mineral e de defesa.
Um dos principais acordos envolve a MP Materials, única produtora de terras raras em operação nos Estados Unidos. O Pentágono investiu US$ 400 milhões na empresa e garantiu contratos de compra de longo prazo para os materiais produzidos.
Apesar do avanço das negociações, a estratégia enfrenta críticas de especialistas e parlamentares americanos, que apontam riscos de conflitos de interesse e questionam a velocidade dos acordos. O Pentágono afirma que segue critérios técnicos e processos de avaliação rigorosos nas parcerias firmadas.





