O dólar encerrou essa sexta-feira (15) cotado a R$ 5,06, com alta de 1,63%, em um movimento influenciado principalmente pelas expectativas de aumento dos juros no Japão e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O real foi a moeda que mais se desvalorizou frente ao dólar entre as 31 mais negociadas do mundo no dia.
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O impacto veio após a divulgação de dados de inflação no Japão, que reforçaram a possibilidade de alta na taxa de juros pelo Banco do Japão. Os títulos públicos japoneses registraram forte avanço, com os papéis de 10 anos atingindo o maior nível desde 1999.
O movimento afetou diretamente operações conhecidas como “carry trade”, estratégia em que investidores tomam dinheiro emprestado em países com juros baixos, como o Japão, para aplicar em mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil.
Com a perspectiva de aumento dos juros japoneses, parte dos investidores passou a desmontar essas operações e repatriar recursos, o que pressionou moedas de países emergentes e elevou juros em diversos mercados.
Segundo analistas do mercado financeiro, o Japão possui papel relevante no sistema financeiro global por manter, historicamente, taxas de juros muito baixas. O país também é um dos maiores credores de títulos dos Estados Unidos.
Além do cenário asiático, o mercado também reagiu à continuidade das tensões envolvendo o Irã e o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio mundial de energia. O barril do petróleo Brent subiu cerca de 3% no dia, alcançando US$ 109.
No Brasil, o avanço do dólar e a piora do ambiente externo também pressionaram os juros futuros, que encerraram a sessão nas máximas do ano em alguns vencimentos. O Ibovespa caiu 0,61%, aos 177.284 pontos.
Entre as empresas listadas na bolsa, ações ligadas ao setor de petróleo avançaram acompanhando a alta da commodity. Os papéis da Petrobras e da Prio fecharam em alta. Já companhias mais sensíveis aos juros, como Magazine Luiza, Lojas Renner e MRV, registraram queda.






