A maternidade tem sido um dos principais fatores que levam mulheres brasileiras a empreender. Segundo levantamento da Rede Mulher Empreendedora, 77% das empreendedoras começaram seus negócios após terem filhos, movimento impulsionado principalmente pela necessidade financeira e pela busca por maior flexibilidade na rotina.
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O estudo aponta que 55% das mulheres iniciaram a jornada empreendedora por necessidade. A maior parte das donas de negócio no país é formada por mulheres negras (65%) e de baixa renda, sendo que 60% faturam até R$ 2.500 por mês.
A empresária Karen Tokuhashi relata que decidiu mudar de carreira após enfrentar dificuldades para conciliar a maternidade com a rotina profissional. Antes professora universitária, ela hoje administra uma clínica de estética.
Outro exemplo é o da empresária Keiti de Barros Munari, que deixou a carreira executiva na construção civil aos 50 anos para passar mais tempo com a filha. Atualmente, ela comanda nove unidades de ensino superior, com cerca de 3.500 alunos.
O levantamento destaca ainda a importância de programas de capacitação para fortalecer negócios liderados por mulheres. O programa Itaú Mulher Empreendedora, criado em parceria com a International Finance Corporation, afirma já ter impactado quase 1 milhão de mulheres desde 2013.
Segundo o Itaú Unibanco, o empreendedorismo materno contribui para geração de renda, criação de empregos e desenvolvimento econômico, especialmente entre mulheres que começam seus negócios em cenários de vulnerabilidade financeira.





