Empresas em todo o mundo têm direcionado entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões para projetos de inteligência artificial generativa, mas 95% dessas iniciativas ainda não apresentam retorno financeiro mensurável. Os dados constam no relatório State of AI in Business 2025: The GenAI Divide, conduzido pelo MIT Project NANDA.
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O estudo analisou mais de 300 iniciativas públicas de inteligência artificial e ouviu executivos de 52 organizações em 116 países. Segundo o levantamento, apesar de mais de 80% das empresas já utilizarem ferramentas como o ChatGPT, apenas 5% das implementações personalizadas alcançam impacto consistente nos resultados financeiros.
A pesquisa aponta que a maior parte dos projetos permanece em fase experimental, sem integração aos processos operacionais. A diferença entre adoção e geração de valor é definida pelo relatório como “divisão da IA generativa”, caracterizada pela distância entre empresas que conseguem retorno e aquelas que permanecem em testes.
Entre os setores analisados, apenas tecnologia e mídia apresentam sinais mais claros de transformação estrutural. Nos demais segmentos, há avanço na experimentação, mas pouca mudança nos modelos de negócio.
Principais dados do levantamento:
- 95% das empresas não têm retorno financeiro mensurável com IA generativa
- Apenas 5% das implementações chegam à fase operacional com impacto real
- Mais de 80% das organizações já testaram ferramentas de IA
- 60% avaliam soluções personalizadas, mas só 20% chegam à fase de testes
- Apenas 5% conseguem escalar o uso da tecnologia
O relatório também identifica um descompasso na alocação de investimentos. Cerca de metade dos recursos está concentrada em áreas de vendas e marketing, enquanto os maiores ganhos financeiros registrados ocorreram em setores administrativos, com redução de custos operacionais.
Casos de sucesso indicam economias entre US$ 2 milhões e US$ 10 milhões por ano, além de cortes de até 30% em gastos com fornecedores externos. Outro fator relevante é o modelo de implementação: projetos desenvolvidos com parceiros externos apresentam taxa de sucesso duas vezes maior do que aqueles conduzidos exclusivamente dentro das empresas.
Para os próximos 18 meses, executivos apontam que a competitividade estará relacionada à capacidade de integrar a inteligência artificial aos fluxos de trabalho, com sistemas capazes de aprendizado contínuo e adaptação operacional.






