A interrupção de negócios e os riscos relacionados ao preço de commodities e à escassez de materiais lideram o ranking de riscos corporativos no Brasil, segundo levantamento da Aon. A pesquisa, realizada com executivos de 63 países, aponta um ambiente de negócios pressionado por fatores macroeconômicos, operacionais e logísticos.
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De acordo com o estudo, a forte dependência do país de cadeias produtivas e rotas comerciais internacionais contribui para que a interrupção de negócios ocupe a primeira posição no ranking nacional. Em seguida, aparecem os riscos ligados às commodities, refletindo a sensibilidade da economia brasileira às variações de preços de insumos.
A pesquisa também destaca a variação da taxa de câmbio como um fator relevante no Brasil, ocupando a quinta posição entre os principais riscos. Segundo os dados, 67,4% das empresas ouvidas relataram perdas financeiras associadas às oscilações cambiais nos últimos 12 meses.
No campo digital, os ataques cibernéticos aparecem como o terceiro maior risco no país, embora ocupem a primeira posição no ranking global. Ainda assim, apenas 24,7% das empresas brasileiras afirmaram possuir planos estruturados para lidar com incidentes desse tipo.
Os riscos climáticos também ganham relevância no cenário nacional. Mudanças climáticas e desastres naturais figuram entre os dez principais riscos no Brasil, indicando maior preocupação local em comparação ao panorama global.
Na projeção para os próximos anos, o estudo aponta mudanças na hierarquia dos riscos. Até 2028, os riscos ligados a commodities devem assumir a liderança, seguidos por mudanças climáticas e fatores regulatórios.
Segundo a Leonardo Coelho, a instabilidade geopolítica também tende a impactar setores como transporte e energia, influenciando cadeias de suprimentos e custos operacionais.
Redação com informações do portal InfoMoney






