O preço da cesta básica apresentou queda em João Pessoa no mês de junho, mas o consumidor ainda enfrenta um cenário de preços elevados. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital paraibana registrou redução de 3,97% no valor do conjunto de alimentos, uma das maiores quedas entre as capitais brasileiras.
Com o recuo, o preço da cesta básica passou de R$ 718,47 em maio para R$ 689,95 em junho. Apesar da redução mensal, o valor dos alimentos continua acima do registrado no ano passado, com alta acumulada de 8,46% nos últimos 12 meses e avanço de 15,44% entre dezembro de 2025 e junho de 2026.
- Mercado imobiliário de João Pessoa mantém ritmo de valorização em 2026
- Dívida pública de R$ 10 trilhões pode pesar no bolso dos brasileiros
- Contas apertadas podem elevar inadimplência no segundo semestre
A queda foi influenciada principalmente pela redução nos preços de produtos presentes na alimentação diária das famílias. Entre os itens que tiveram maior retração estão o arroz, com queda de 17%, o açúcar, que ficou 20% mais barato, e o café, com redução de 15,18%. O macarrão comum também apresentou baixa, de 3%.
No recorte dos produtos que compõem a cesta básica oficial, o tomate teve a maior redução, com queda de 25,83%. Também registraram recuo o açúcar cristal (-4,27%), óleo de soja (-3,11%), manteiga (-2,32%) e café em pó (-1,98%).
Apesar do resultado positivo em alguns produtos, a maior parte dos itens ainda segue pressionada pelos custos de produção e distribuição. Despesas com combustíveis, embalagens e transporte continuam influenciando o preço final dos produtos comercializados nos supermercados.
Entre os fatores que podem manter a pressão sobre os preços estão a variação do petróleo no mercado internacional, mudanças cambiais, custos de frete marítimo e impactos de conflitos geopolíticos na cadeia de abastecimento.
O cenário também aparece no acumulado anual. Mesmo com a redução registrada em junho, a cesta básica em João Pessoa permanece mais cara do que no fim de 2025, indicando que a queda pontual em determinados produtos ainda não representa uma redução ampla no custo da alimentação.
Em junho, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou dedicar 93 horas e 38 minutos de trabalho para comprar a cesta básica na capital paraibana. Considerando o desconto da contribuição previdenciária, os alimentos comprometeram 46,01% da renda líquida mensal, percentual menor que o registrado em maio, quando chegou a 47,92%.





