O presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, afirmou que o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode gerar ganhos para a estatal ao impulsionar o mercado de encomendas internacionais no Brasil.
Em entrevista à jornalista Míriam Leitão, Rondon explicou que a expectativa é de aumento nas importações após a isenção do imposto federal para compras internacionais de até US$ 50, medida anunciada pelo governo federal nesta semana.
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Segundo ele, os Correios pretendem captar parte desse crescimento, apesar da concorrência com empresas privadas já consolidadas no setor de entregas internacionais.
O presidente ressaltou que a nova medida não garante exclusividade nem vantagens para os Correios no mercado, mantendo a competição aberta entre as empresas de logística.
Durante a entrevista, Rondon também detalhou o plano de reestruturação da estatal, que prevê encerrar 2027 sem prejuízos. Para este ano, a projeção é de déficit de cerca de R$ 10 bilhões.
De acordo com o presidente da estatal, a queda nas receitas internacionais, o aumento dos custos trabalhistas e as despesas com passivos judiciais contribuíram para o crescimento do rombo financeiro da empresa.
Os Correios também avaliam um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), além de medidas para aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e ampliar fontes de receita.
Rondon afirmou ainda que a empresa busca novos modelos de negócio e parcerias privadas para adaptar a estatal ao cenário atual, marcado pela redução no envio de cartas e pelo crescimento do mercado de encomendas e logística.
Entre as ações em andamento estão melhorias na distribuição, revisão de rotas, modernização operacional e novos projetos comerciais.
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Imagem: O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil





