Especialistas avaliam que a integração da inteligência artificial generativa ao mecanismo de busca do Google deve transformar a forma como empresas, marcas e serviços são encontrados pelos consumidores nos próximos anos.
As mudanças foram apresentadas durante o Google I/O 2026, realizado nos dias 19 e 20 de maio, e incluem recursos capazes de interpretar intenção de busca, resumir conteúdos, recomendar empresas, analisar reputação digital e compreender imagens, vídeos e linguagem natural.
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Com a nova dinâmica, a lógica tradicional baseada em “pesquisar, clicar e navegar” começa a perder espaço para sistemas de recomendação automatizada por inteligência artificial.
Segundo levantamento da SparkToro em parceria com a Datos, cerca de 60% das pesquisas feitas no Google já terminam sem cliques em sites, movimento conhecido como “zero-click search”. Paralelamente, ferramentas de IA como OpenAI ChatGPT e Google Gemini Gemini passam a ser utilizadas para recomendações, pesquisas e comparação de produtos e serviços.
A mudança também altera a lógica do SEO tradicional. Em vez de considerar apenas palavras-chave e volume de conteúdo, os sistemas passam a avaliar fatores como contexto, clareza, reputação digital, especialidade e consistência das informações disponíveis na internet.
Especialistas do setor já utilizam o termo GEO (Generative Engine Optimization) para definir a nova estratégia de otimização voltada aos mecanismos de inteligência artificial. O conceito prioriza autoridade contextual, fortalecimento da presença digital e organização da reputação online.
Outro ponto destacado é o fortalecimento do Google Business Profile, que ganha papel estratégico para validação de contexto local, avaliações, especialidades e informações empresariais utilizadas pela IA nas recomendações.
A expansão da busca multimodal também deve impactar setores como turismo, hotelaria, gastronomia, wellness e varejo. A IA passa a interpretar imagens, vídeos, áudios e conteúdos visuais como parte do processo de recomendação e descoberta de empresas.
Relatório da McKinsey & Company aponta que mais de 65% das organizações já utilizam inteligência artificial generativa em alguma área do negócio, tendência que deve acelerar mudanças em marketing digital, branding e experiência do usuário.
Especialistas avaliam que empresas com comunicação inconsistente, reputação digital fraca ou presença fragmentada podem enfrentar mais dificuldades para serem compreendidas e recomendadas pelos novos sistemas de IA.





