A implementação da Reforma Tributária deve ampliar o impacto da gestão de fornecedores sobre a competitividade das empresas brasileiras. Com o novo modelo de IVA dual, composto pela CBS e IBS, além da fiscalização digital em tempo real, o aproveitamento de créditos tributários passará a depender também da regularidade fiscal dos fornecedores.
Nesse cenário, companhias especializadas em inteligência de dados e análise de risco, como a CIAL Dun & Bradstreet, vêm ampliando soluções voltadas ao monitoramento tributário das cadeias de suprimentos.
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Pelas novas regras, o crédito fiscal deixa de depender apenas da emissão da nota fiscal e passa a estar condicionado ao recolhimento efetivo do imposto pelo fornecedor. Com isso, empresas podem perder créditos tributários em operações realizadas com fornecedores inadimplentes ou irregulares.
A mudança amplia a necessidade de acompanhamento de dados como situação cadastral do CNPJ, enquadramento tributário, regularidade fiscal, CNAE e indicadores financeiros dos parceiros comerciais.
Segundo a empresa, o novo modelo tende a transformar a área de compras em um setor estratégico também do ponto de vista tributário e financeiro. Em companhias com centenas ou milhares de fornecedores, a análise manual dessas informações passa a ser considerada inviável em larga escala.
Para atender essa demanda, a CIAL Dun & Bradstreet desenvolve sistemas automatizados capazes de cruzar dados fiscais, financeiros e cadastrais para identificar potenciais riscos tributários na cadeia de fornecedores.
O movimento também ocorre em meio à discussão sobre mecanismos como o split payment, modelo em que o imposto é separado automaticamente no momento do pagamento da operação, reduzindo o uso dos tributos como capital de giro.
Especialistas avaliam que a Reforma Tributária deve acelerar a profissionalização da gestão de fornecedores no Brasil, exigindo das empresas maior controle sobre riscos fiscais, financeiros e operacionais.





