A NASA anunciou o desenvolvimento de um teste orbital para viabilizar futuras estações de reabastecimento de espaçonaves no espaço. A iniciativa faz parte dos esforços da agência para aprimorar tecnologias criogênicas consideradas essenciais para missões tripuladas de longa duração à Lua e a Marte.
O projeto será realizado por meio do satélite LOXSAT, que deve ser lançado a partir da Nova Zelândia não antes de 17 de julho. A missão utilizará um foguete Electron, da Rocket Lab, além da plataforma orbital Photon.
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O objetivo é testar tecnologias voltadas ao armazenamento e à transferência de combustíveis super-resfriados, como oxigênio líquido e hidrogênio líquido, em condições reais do espaço. Ao longo de nove meses, o satélite deve avaliar 11 componentes de gerenciamento de fluidos criogênicos.
Segundo a NASA, um dos principais desafios é manter os propelentes em temperaturas extremamente baixas durante longos períodos no ambiente espacial. A superação desse obstáculo é considerada fundamental para a criação de sistemas permanentes de reabastecimento em órbita.
A tecnologia pode reduzir significativamente os custos das missões espaciais. Com estações orbitais de combustível, as espaçonaves poderiam deixar a Terra carregando menos propelente e realizar reabastecimentos ao longo da viagem.
A capacidade é vista como estratégica para o programa Artemis, que pretende estabelecer uma presença humana sustentável na Lua até 2030 e servir como preparação para futuras missões a Marte.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Eta Space e envolve equipes dos centros Marshall, Glenn e Kennedy da NASA.
Caso os testes sejam bem-sucedidos, a agência avalia que poderá surgir uma futura rede de postos de combustível espaciais, atendendo tanto missões governamentais quanto operações comerciais e ampliando a chamada economia orbital.
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Redação com informações do portal Olhar Digital
Imagem renderizada do LOXSAT no espaço. – imagem: Eta Space





