A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a pressionar cadeias produtivas ligadas ao petróleo e reacendeu o debate sobre alternativas sustentáveis e maior autonomia industrial no Brasil.
Entre os setores mais impactados está o de óleos lubrificantes, dependente de derivados de petróleo utilizados pela indústria, transporte e maquinário pesado. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que a produção nacional de óleos básicos chegou a cerca de 646 milhões de litros em 2024, volume ainda insuficiente para atender toda a demanda interna.
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Com isso, o país segue dependente da importação de insumos vindos de mercados como Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia, ficando exposto a oscilações cambiais, restrições logísticas e instabilidades internacionais.
Em paralelo, o rerrefino de óleo lubrificante usado vem ganhando espaço como alternativa estratégica. O processo permite transformar resíduos pós-consumo em novos óleos básicos, reduzindo a necessidade de extração de petróleo virgem e diminuindo a dependência externa.
Segundo a AMBIOLUC, o rerrefino evita parte significativa da importação de óleo básico mineral e gera economia estimada em cerca de US$ 300 milhões por ano.
A legislação brasileira determina que o óleo lubrificante usado retorne ao ciclo produtivo por meio do rerrefino, modelo considerado referência internacional no setor de economia circular.
De acordo com Aylla Kipper, a ampliação da cadeia de rerrefino pode fortalecer a segurança de abastecimento da indústria brasileira diante de cenários internacionais instáveis.





