Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta segunda-feira (25) após sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O mercado reagiu à possibilidade de um acordo que possa reduzir as tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo global de energia.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a recuar 5,2%, sendo negociado a US$ 98,12. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, operou próximo de US$ 92.
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Apesar da reação positiva dos mercados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que as negociações ainda não foram concluídas e que não pretende acelerar o fechamento de um acordo. Segundo autoridades americanas, a aprovação final pode levar vários dias.
A agência iraniana Tasnim informou que ainda existem divergências sobre pontos considerados estratégicos por Teerã, incluindo o descongelamento de ativos iranianos e questões relacionadas ao programa nuclear do país.
O mercado global de energia acompanha os desdobramentos do conflito desde fevereiro, quando ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocaram escalada militar na região do Golfo Pérsico. O cenário afetou a produção de petróleo e provocou restrições no Estreito de Hormuz, rota responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A possibilidade de reabertura total da passagem marítima é considerada positiva para países asiáticos dependentes da importação de energia, como China, Japão e Coreia do Sul.
Analistas avaliam que parte da alta recente do petróleo refletia o chamado “prêmio de risco” relacionado ao temor de agravamento do conflito. Com o avanço das negociações, o mercado passou a retirar parte dessa pressão dos preços.
Nos Estados Unidos, o aumento dos combustíveis também ampliou a pressão política sobre o governo americano em meio à proximidade das eleições legislativas de novembro.





