A empresa de táxi-aéreo Revo anunciou que está finalizando o mapeamento das primeiras rotas comerciais de eVTOLs — aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical conhecidas como “carros voadores” — e prevê iniciar operações em São Paulo no último trimestre de 2027, no cenário mais otimista.
A companhia, que opera voos de helicóptero na capital paulista desde 2023, firmou contrato para aquisição de até 50 aeronaves da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer responsável pelo desenvolvimento do modelo Eve 100.
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O foco inicial será a Região Metropolitana de São Paulo, com rotas entre o centro expandido da capital e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, além de conexões entre polos empresariais como Avenida Paulista, Faria Lima, Berrini e Alphaville, em Barueri.
Segundo a Revo, a operação começará a partir da demanda já existente dos serviços de helicóptero. Atualmente, a empresa realiza cerca de 22 voos diários entre São Paulo e Guarulhos.
A companhia também estuda rotas para cidades como Campinas e São José dos Campos, embora a expansão para trajetos interurbanos ainda dependa de análises operacionais e econômicas.
Os futuros eVTOLs estão em fase de testes conduzidos pela Eve. A empresa concluiu recentemente uma campanha com 59 voos de baixa velocidade e sustentação estacionária. A próxima etapa envolve os chamados voos de transição, quando a aeronave passa do modo vertical para o voo horizontal.


A certificação das aeronaves será realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo o órgão, a expectativa é que o certificado seja obtido entre o fim de 2027 e o início de 2028.
Além da certificação aeronáutica, o projeto depende da adaptação de infraestrutura urbana, incluindo vertiportos, pontos de embarque e sistemas de recarga elétrica. A cidade de São Paulo possui atualmente centenas de helipontos que poderão ser adaptados para o novo modal.
A Revo afirma que já iniciou treinamentos de pilotos e mecânicos, além de estudos sobre preços, integração com os terminais e operação logística.
Especialistas em mobilidade urbana avaliam que os eVTOLs devem atender inicialmente a um nicho de transporte executivo e deslocamentos específicos, sem impacto significativo no transporte de massa no curto prazo.





