A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2026 voltou a subir, passando de 4,71% para 4,80%, segundo dados do Banco Central do Brasil. Com o novo resultado, a estimativa segue acima do teto da meta estabelecida, de 4,50%, indicando deterioração nas expectativas para o curto prazo.
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De acordo com o levantamento, considerando apenas as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa do IPCA se manteve em 4,85%, reforçando a percepção de inflação elevada e persistente.
Para 2027, a projeção também foi revisada para cima, passando de 3,91% para 3,99%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,60% e 3,50%, respectivamente, sinalizando que a pressão inflacionária está concentrada nos próximos anos.
O movimento ocorre em meio à alta nos preços de commodities, especialmente do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio. Esse cenário pressiona custos de combustíveis, transporte e outros segmentos da cadeia produtiva.
Por outro lado, o Banco Central do Brasil mantém projeções mais moderadas, estimando o IPCA em 3,9% ao fim de 2026 e inflação de 3,3% em 12 meses no terceiro trimestre de 2027, considerado o horizonte relevante para a política monetária.
Desde 2025, o país adota um regime de meta contínua de inflação, com centro em 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a autoridade monetária é considerada em descumprimento da meta.






