A Petrobras deve ganhar maior influência na gestão da Braskem após acordo firmado para a venda da participação da Novonor à gestora IG4 Capital. A operação, estimada em cerca de R$ 20 bilhões, ainda depende do aval da estatal.
O negócio envolve créditos detidos por bancos como Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, relacionados a dívidas da antiga Odebrecht. A IG4 Capital adquiriu esses créditos por meio de um fundo, estruturando a operação de compra da participação na Braskem.
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Com o novo arranjo, será estabelecido um acordo de acionistas que prevê maior equilíbrio na governança da companhia, incluindo divisão igualitária na indicação de membros do conselho de administração e da diretoria executiva entre Petrobras e o fundo controlador.
A Petrobras, que já possui cerca de 36% do capital total da Braskem, mantém direito de preferência e de venda conjunta (tag along), mas a tendência é de manutenção da participação atual, condicionando o avanço da operação.
A Braskem enfrenta dificuldades financeiras, com prejuízo líquido de R$ 11 bilhões em 2025 e dívida total de US$ 9,4 bilhões. A nova controladora pretende apresentar um plano de reestruturação após assumir a gestão.
Além da situação financeira, a empresa lida com impactos de passivos ambientais, como o caso das minas de sal-gema em Maceió, que resultaram em afundamento de solo e indenizações.
O acordo também depende de aprovação de órgãos reguladores internacionais, incluindo a Comissão Europeia. A operação já recebeu aval de autoridades antitruste em diferentes países.
A reestruturação ocorre em um cenário desafiador para a indústria petroquímica global, marcado por excesso de capacidade e compressão de margens. Por outro lado, a alta recente nos preços de insumos energéticos pode alterar as condições de mercado e influenciar a competitividade do setor.
Redação com informações do portal O Globo
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Foto: Unidades da Braskem no Rio Grande do Sul — Divulgação/Braskem






