O uso de inteligência artificial na criação e disseminação de fake news tem crescido de forma acelerada no Brasil e no mundo. É o que revela um levantamento da Agência Lupa, que identificou aumento expressivo desse tipo de conteúdo nos últimos anos.
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De acordo com a pesquisa, 81,2% das fake news com uso de IA surgiram entre janeiro de 2024 e março de 2026, com base na análise de 1.294 checagens realizadas em pelo menos dez idiomas.
No Brasil, o avanço foi ainda mais significativo. Entre 2024 e 2025, os casos envolvendo inteligência artificial cresceram 308%, passando de 39 para 159 registros. Até março de 2026, mais de 200 conteúdos desse tipo já haviam sido verificados no país.
Os materiais falsos incluem textos, imagens, áudios e vídeos manipulados — como os chamados Deepfake, que permitem simular rostos e vozes de pessoas reais com alto grau de realismo. Esses conteúdos têm sido utilizados principalmente em temas como eleições, conflitos internacionais e golpes financeiros.
O estudo também aponta um aumento no viés político das desinformações. Em 2025, cerca de 45% dos conteúdos analisados estavam relacionados a disputas ideológicas. Figuras públicas aparecem com frequência como alvo das manipulações, estratégia que busca dar mais credibilidade às informações falsas.
A circulação desse tipo de conteúdo também tem se diversificado. Embora aplicativos de mensagens como o WhatsApp ainda concentrem parte relevante da disseminação, houve crescimento em redes sociais e plataformas de vídeos curtos.
No recorte por idioma, o levantamento identificou 427 casos em inglês, 198 em espanhol e 111 em português. Segundo a pesquisa, o aumento acompanha a popularização de ferramentas de geração automatizada, que facilitam a criação de conteúdos em larga escala.
O estudo integra o primeiro Panorama da Desinformação no Brasil e busca mapear padrões, estratégias e impactos da disseminação de notícias falsas, com o objetivo de apoiar jornalistas, pesquisadores e formuladores de políticas públicas no enfrentamento do problema.
Redação com informações do portal Olhar Digital






