A renda média dos brasileiros atingiu o maior nível da série histórica em 2025 e chegou a R$ 2.264 por pessoa ao mês, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O valor representa crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior.
O resultado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de Todas as Fontes, realizada desde 2012. No acumulado da série histórica, a alta da renda média per capita foi de 27%.
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O levantamento considera a renda total do domicílio dividida entre todos os moradores da residência, inclusive aqueles sem rendimento. Já o rendimento médio apenas entre pessoas com alguma fonte de renda alcançou R$ 3.367 em 2025.
Segundo o IBGE, o avanço está diretamente ligado ao fortalecimento do mercado de trabalho. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a taxa de desemprego caiu para 5,1%, o menor índice já registrado pela pesquisa.
O analista do IBGE Gustavo Fontes afirmou que o rendimento do trabalho foi o principal fator responsável pelo crescimento da renda média no país. Os ganhos provenientes do trabalho representaram 75,1% da renda domiciliar per capita em 2025.
Outras fontes de renda corresponderam a 24,9% do total, incluindo aposentadorias e pensões, programas sociais, aluguel, aplicações financeiras e outros rendimentos.
Os benefícios previdenciários representaram 16,4% da renda média, enquanto os programas sociais responderam por 3,5%. Já os rendimentos ligados a aplicações financeiras, seguro-desemprego e bolsas de estudo cresceram de participação ao longo do último ano, passando de 1,6% para 2%.
Os dados também apontaram aumento da participação de renda proveniente de aluguel e arrendamento, que passou de 1,9% para 2,1%, movimento associado ao crescimento do número de imóveis alugados no país.




