Referência na fotografia de casamentos no Brasil, Ricky Arruda é um dos principais nomes à frente de uma tendência que ganha força em 2026: o retorno da fotografia analógica. Com mais de 25 anos de carreira, o fotógrafo aposta no resgate do filme 35mm como resposta a um mercado saturado por imagens digitais imediatas e excessivamente perfeitas.
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Mais do que estética, o movimento reflete uma busca por autenticidade. Casais passam a valorizar registros mais espontâneos, sensíveis e verdadeiros — uma narrativa que o analógico traduz com naturalidade, trazendo de volta a imperfeição como elemento de beleza.


“Sempre acreditei que existe um som que a tecnologia ainda não conseguiu replicar: é o avanço mecânico de um filme 35mm. Esse som anuncia que uma memória está sendo construída com calma, presença e intenção”, afirma Ricky.
Essa nova fase se materializa no projeto Alchimia, onde a precisão do digital se une à poesia do analógico. A proposta é criar uma cobertura híbrida, que equilibra segurança técnica e emoção, resultando em imagens com profundidade estética e afetiva.
Outro destaque está na valorização do negativo — a matriz física da fotografia. Em tempos de arquivos efêmeros e armazenamento em nuvem, o negativo ressurge como símbolo de permanência.
“O negativo é a prova de que aquele momento existiu. Ele atravessa gerações sem depender de tecnologia”, completa.

A entrega final acompanha essa proposta: álbuns com estética vintage e acabamento contemporâneo, produzidos manualmente com ampliações em papel fotográfico ou algodão.
Desde 2024, o analógico vem retomando espaço nos casamentos. Em 2026, consolida-se como uma escolha estética e emocional entre casais que buscam mais do que imagens — querem memórias reais.
Menos perfeição, mais sentimento: o casamento visto através do olhar analógico.






