Em meio à rotina marcada pela rapidez das redes sociais e pelo compartilhamento instantâneo de informações, especialistas destacam a importância das memórias familiares como parte da construção emocional das pessoas ao longo da vida.
Segundo a psicóloga Simône Lira, do Grupo Morada da Paz, experiências vividas em família, tradições e histórias compartilhadas entre gerações contribuem para fortalecer o sentimento de pertencimento e identidade social.
- IA já está presente em 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil, aponta pesquisa
- Nova pílula pode ajudar pacientes a manterem peso após uso de “canetas emagrecedoras”
- Leite pode virar arma contra câncer raro e agressivo
“Estar consciente da sua história funciona como uma bússola moral. Ao vivenciar situações parecidas com as que aprendeu com seus familiares, uma pessoa consegue perceber quais atitudes tomar ou não. Além disso, estar inserido em uma família que compartilha experiências abre espaço para uma relação de confiança mútua, em que os jovens terão espaço para contar os seus problemas e situações difíceis para as pessoas mais velhas e vice-versa”, explica Simône.
Diferente dos bens materiais, a construção de memórias afetivas funciona como um auxílio que pode ser utilizado antes e após a morte de entes queridos. Em vida, a herança emocional fortalece vínculos e proporciona a criação de novas memórias. E após a perda, permite que a pessoa continue se sentindo pertencente e confortada por ter vivido momentos especiais junto ao seu familiar.
“O que determina como atravessaremos o luto não é apenas a ausência que fica, mas a qualidade da presença que foi cultivada. No momento da perda, são as memórias que impedem que o luto se torne um vazio absoluto. Elas funcionam como um anteparo emocional porque mesmo quando a pessoa parte o vínculo permanece vivo e nos sustenta”, destaca a psicóloga.





