O turismo premium no Brasil tem registrado crescimento impulsionado pela busca por experiências personalizadas e exclusivas. A tendência tem contribuído para o aumento do ticket médio no setor e fortalecido o mercado de viagens de alto padrão no país.
Dados da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) apontam que a hotelaria de luxo faturou cerca de R$ 3,3 bilhões em 2024, um crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior. A diária média dos hotéis associados ficou entre R$ 3,2 mil e R$ 3.267.
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Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!, o perfil do consumidor mudou e passou a exigir experiências desenhadas de forma personalizada. De acordo com ele, os viajantes premium buscam roteiros alinhados ao estilo de vida, preferências e momentos pessoais, o que exige maior curadoria por parte das empresas do setor.
O levantamento também mostra que o turismo de luxo no Brasil vive uma fase de maior maturidade operacional, com crescimento da rentabilidade e geração de empregos. A maior parte da demanda segue sendo de turistas brasileiros, mas há participação relevante de visitantes de países como Estados Unidos, França e Argentina.
Marco Lisboa afirma que o acesso facilitado à informação e a comparação com padrões internacionais elevaram o nível de exigência dos clientes. Segundo ele, consumidores buscam serviços exclusivos, como passeios privativos, experiências gastronômicas personalizadas e hospedagens diferenciadas.
Além do conforto e da sofisticação, o conceito de luxo também passou a incorporar práticas ligadas à sustentabilidade e ao impacto positivo nos destinos turísticos. O chamado “luxo consciente” tem ganhado espaço entre consumidores que procuram experiências com significado e conexão cultural.
A expectativa para 2026 é de continuidade no crescimento do segmento, com fortalecimento de nichos ligados ao bem-estar, gastronomia e imersões culturais. A personalização deve permanecer como principal tendência do turismo premium no Brasil.







