Construção civil mantém crescimento no início de 2026, mas alta dos custos reduz projeção do setor

A construção civil iniciou 2026 com crescimento na geração de empregos, avanço no crédito imobiliário e continuidade das obras em diferentes segmentos. Apesar do desempenho positivo no primeiro trimestre, o aumento dos custos de materiais, os juros elevados e os efeitos da crise geopolítica no Oriente Médio levaram a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) a reduzir a projeção de crescimento do setor para este ano.

A estimativa da entidade caiu de 2% para 1,2% em 2026. Segundo a CBIC, o cenário econômico mais desafiador tem pressionado as margens das empresas e aumentado as incertezas para novos empreendimentos.

De acordo com a economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, a construção segue sustentada principalmente pelo mercado imobiliário, pelas obras de infraestrutura e pela geração de empregos, mas o avanço dos custos preocupa empresários do setor.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou alta de 5,84% nos últimos 12 meses encerrados em março. O percentual ficou acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, que registrou 4,14% no mesmo período. Já os custos com mão de obra avançaram 8,82%.

Segundo a CBIC, a alta do petróleo, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio, impactou diretamente o custo de materiais derivados, como PVC, tintas e conexões, além do frete e da logística.

Outro ponto de preocupação é a taxa de juros. A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em torno de 13%, patamar considerado elevado para um setor dependente de crédito de longo prazo e financiamento imobiliário.

Apesar das dificuldades, o setor registrou mais de 120 mil empregos formais no primeiro trimestre do ano, crescimento de quase 19% em relação ao mesmo período de 2025. O número de trabalhadores com carteira assinada ultrapassou 3 milhões, impulsionado principalmente pela construção de edifícios e pelas obras de infraestrutura.

Os financiamentos imobiliários também apresentaram crescimento. As operações com recursos do FGTS somaram R$ 32,5 bilhões no primeiro trimestre, alta de quase 22%. Já o crédito via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançou R$ 42 bilhões, avanço superior a 10%.

A CBIC também demonstrou preocupação com contratos públicos e projetos habitacionais populares, especialmente do programa Minha Casa Minha Vida Faixa 1. Segundo a entidade, a elevação rápida dos custos pode comprometer a viabilidade financeira de obras com margens reduzidas.

O Índice de Confiança da Construção caiu para 46,4 pontos em abril, abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Entre os fatores apontados para a queda estão os custos mais altos, crédito caro, dificuldade de contratação de mão de obra e incertezas econômicas.

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(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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