A redução nos custos das baterias e o aumento da demanda por energia, especialmente de datacenters, têm impulsionado a expansão de sistemas de armazenamento em larga escala em diversos países. O movimento é reforçado pela instabilidade no mercado de combustíveis fósseis, agravada por tensões no Oriente Médio.
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Projetos de grande porte estão sendo implementados em diferentes regiões, incluindo polos de energia solar no Texas, áreas rurais da Mongólia e antigas usinas na Austrália. A expectativa é de que novas instalações sejam conectadas às redes elétricas ainda em 2026.
Segundo a BloombergNEF, os custos médios das baterias caíram cerca de 75% entre 2018 e 2025, com previsão de nova redução de 25% até 2035. A tendência tem aumentado a competitividade da tecnologia frente a fontes tradicionais, como carvão e gás natural.
O avanço também está relacionado à volatilidade nos preços de energia provocada por conflitos internacionais, como as tensões entre Estados Unidos e Irã, que afetam o fornecimento global de petróleo. Esse cenário amplia o interesse por alternativas que reduzam a dependência de combustíveis fósseis.
Além disso, o crescimento de fontes renováveis, como solar e eólica, tem exigido soluções de armazenamento para equilibrar a oferta e a demanda de energia. Em mercados com alta produção dessas fontes, as baterias permitem armazenar eletricidade em períodos de baixa demanda e utilizá-la nos momentos de pico.
A China desempenha papel central nesse processo, concentrando a maior parte da capacidade global de fabricação de baterias e cerca de metade das instalações em escala de rede. O aumento da produção contribuiu para a queda dos preços e a ampliação do uso da tecnologia.
Nos Estados Unidos, empresas de tecnologia têm adotado sistemas de armazenamento para garantir o funcionamento de datacenters diante de oscilações no fornecimento de energia. Já na Europa, a expansão das renováveis tem pressionado as redes elétricas, aumentando a necessidade de soluções de armazenamento.
Apesar do avanço, desafios como atrasos na conexão à rede, custos de instalação e dependência da cadeia de suprimentos chinesa ainda podem limitar o ritmo de crescimento. Ainda assim, a expectativa do mercado é de continuidade da expansão do setor nos próximos anos.
Redação com informações do portal O Globo






