A Paraíba registrou a menor taxa de desemprego dos últimos 14 anos no primeiro trimestre de 2026, acompanhando o cenário de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro. Dados da PNAD Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o estado encerrou o período com taxa de desocupação de 7%.
No cenário nacional, a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da pesquisa.
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Na Paraíba, a população ocupada chegou a 1,709 milhão de pessoas, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o número de desocupados caiu 16,1%, passando de 154 mil para 129 mil pessoas.
Em todo o país, o Brasil soma atualmente 102,3 milhões de pessoas ocupadas, enquanto o número de desempregados ficou em 6,3 milhões.
Segundo o IBGE, o resultado confirma a manutenção do mercado de trabalho aquecido mesmo em um cenário de juros elevados. A coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto, Adriana Beringuy, afirmou que a taxa registrada é a menor já observada para trimestres encerrados em abril.
O levantamento também aponta estabilidade no número de trabalhadores formais. O Brasil possui atualmente 39,3 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado. Já o número de trabalhadores sem carteira assinada chega a 13,3 milhões.
A informalidade ainda representa parcela significativa da ocupação no país, somando 38,1 milhões de trabalhadores, equivalente a 37,2% da população ocupada. Apesar disso, o índice apresentou queda na comparação anual.
Na Paraíba, setores ligados ao comércio, serviços e administração pública seguem entre os principais responsáveis pela geração de empregos.
Entre os segmentos que mais cresceram no Brasil estão informação e comunicação, atividades financeiras e serviços administrativos, que registraram alta de 3,3% no número de trabalhadores ocupados. Já os setores de administração pública, saúde, educação e serviços sociais tiveram crescimento de 4,2%.
Os dados também mostram avanço no rendimento médio do trabalhador brasileiro, que chegou a R$ 3.732, alta de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025.





