Jovens brasileiros entre 16 e 24 anos apresentam os menores índices de satisfação com a vida, felicidade e apoio social entre todas as faixas etárias analisadas pelo “Mapa da Felicidade Real dos Brasileiros”. A pesquisa foi conduzida pela pesquisadora em Ciência da Felicidade Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia, e ouviu 1.500 brasileiros de todas as regiões do país.
O levantamento aponta que 33% dos jovens afirmam estar muito satisfeitos com a vida, enquanto entre pessoas acima de 25 anos o índice chega a 47,9%. Já em relação à satisfação com a própria trajetória, 32,5% dos jovens declararam estar satisfeitos, contra 50,5% nas demais faixas etárias.
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A pesquisa também identificou diferenças no suporte social. Entre os jovens, 79% afirmam ter pessoas com quem contar, percentual inferior aos 88,5% registrados entre adultos mais velhos. Além disso, 81% dos entrevistados dessa faixa etária se consideram felizes, contra 90,8% entre pessoas acima de 25 anos.
Outro dado apontado pelo estudo é a frequência de preocupação. Cerca de 27% dos jovens afirmam sentir preocupação com frequência, enquanto o índice entre as demais idades é de 18%.
O trabalho aparece como um dos principais pontos de atenção. Segundo a pesquisa, 46,7% dos jovens dizem que a atividade profissional os deixa mais infelizes, mais que o dobro da média registrada entre as outras faixas etárias, de 20,5%.
Para Renata Rivetti, os dados indicam mudanças na relação das novas gerações com a carreira profissional. Segundo ela, além da remuneração, os jovens buscam fatores como propósito, desenvolvimento, pertencimento e equilíbrio emocional no ambiente de trabalho.
As redes sociais também aparecem como um fator relacionado ao bem-estar. Mais de 77% dos jovens afirmam já ter se comparado com outras pessoas após consumir conteúdos nessas plataformas. Entre eles, 71,1% relatam ter sentido tristeza após esse tipo de comparação e 63,4% dizem se sentir dependentes de telas.
Apesar dos indicadores de menor satisfação no presente, a pesquisa aponta que os jovens mantêm níveis de esperança semelhantes aos das demais gerações. Para os pesquisadores, os resultados reforçam a importância de discutir o bem-estar dessa população em áreas como educação, trabalho, relações sociais e políticas públicas.





