O aumento no preço dos smartphones tem levado mais brasileiros a recorrer ao crediário para trocar de aparelho. Segundo levantamento da Top One Financeira, especializada em crediário e empréstimos no ponto de venda, as operações de financiamento para compra de celulares cresceram 21,75% no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com a empresa, o segmento de telefonia respondeu por 7,3% de todas as transações realizadas no período, com ticket médio de R$ 1.854 por aparelho.
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O movimento acompanha a projeção da International Data Corporation (IDC), que estima aumento de 14% no preço médio global dos smartphones em 2026 devido à elevação dos custos dos chips de memória. A expectativa é que o valor médio dos aparelhos alcance US$ 523, equivalente a aproximadamente R$ 2.641.
Segundo o CEO da Top One Financeira, Vanderley Cardoso de Moraes, a maior utilização do crediário está relacionada ao papel cada vez mais central dos celulares na rotina dos consumidores e às dificuldades de acesso ao crédito tradicional para compras de maior valor.
Além de concentrar funções como comunicação, trabalho, estudo e serviços bancários, os smartphones passaram a representar um investimento mais elevado para as famílias, tornando o parcelamento uma alternativa para adequar a compra ao orçamento mensal.
Dados da Top One Financeira também mostram mudanças no perfil das compras realizadas por meio do crediário. A Samsung liderou as operações financiadas, respondendo por 36% dos contratos, seguida por Apple (25%), Motorola (22%) e Xiaomi (17%).
A modalidade também é utilizada pelo varejo como forma de reduzir riscos nas vendas parceladas. Segundo a empresa, a aprovação do crédito passa por análise de renda, histórico de pagamentos e capacidade financeira do consumidor, permitindo maior previsibilidade para os lojistas.
No primeiro trimestre de 2026, apenas 33,8% dos clientes considerados elegíveis tiveram crédito aprovado pela financeira, refletindo um cenário de maior seletividade nas concessões.
De acordo com a empresa, além da situação cadastral, fatores como comprometimento da renda, comportamento recente de pagamento e estabilidade financeira são considerados na análise, com o objetivo de reduzir o risco de inadimplência e evitar o superendividamento dos consumidores.







