A Paraíba ampliou sua relevância no setor de energia renovável ao emplacar dois complexos entre as dez maiores usinas eólicas do Brasil. Os empreendimentos Serra do Seridó e Chafariz aparecem no ranking nacional dos maiores parques eólicos em operação, reforçando o protagonismo nordestino na geração de energia a partir dos ventos.
Levantamento publicado pela revista Exame mostra que o Complexo Serra do Seridó ocupa a sexta posição entre os maiores do país, com capacidade instalada de 480 megawatts (MW). Desenvolvido pela EDF Renewables Brasil, o empreendimento entrou em operação entre 2023 e 2024 e está entre os projetos mais recentes do setor.
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Logo atrás aparece o Complexo Chafariz, também localizado na Paraíba, com capacidade instalada de 471,2 MW. Operado pela Neoenergia, o complexo reúne 15 parques eólicos e figura como o sétimo maior empreendimento do segmento no Brasil.
O ranking evidencia a força do Nordeste na produção de energia dos ventos. Das dez maiores usinas eólicas do país, nove estão localizadas na região. A única exceção é o Complexo Chuí, no Rio Grande do Sul, que ocupa a terceira posição nacional.
A liderança do ranking pertence ao Complexo Lagoa dos Ventos, no Piauí, com capacidade instalada de 716,5 MW. Na sequência aparecem Campo Largo, na Bahia, com 687,9 MW, e o Complexo Chuí, com 582,8 MW.
Nordeste concentra os melhores ventos do país
O desempenho da região está diretamente relacionado às condições naturais favoráveis para a geração de energia. Estados como Paraíba, Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão possuem ventos fortes, constantes e com baixa turbulência, características que aumentam a eficiência dos aerogeradores durante boa parte do ano.
Essa combinação transformou o Nordeste no principal polo brasileiro de energia eólica, atraindo fabricantes, operadores e investimentos bilionários para a cadeia de energias renováveis.
Além da geração de energia limpa, os empreendimentos impulsionam a economia local por meio da criação de empregos, arrecadação de tributos e desenvolvimento de infraestrutura em municípios do interior.
Setor enfrenta desafios para continuar crescendo
Apesar da expansão registrada nos últimos anos, especialistas apontam que o crescimento da energia eólica depende de investimentos em transmissão de energia, logística e planejamento regulatório.
Entre os principais desafios estão a ampliação da capacidade de escoamento da energia gerada, melhorias em rodovias utilizadas para o transporte de equipamentos e a expansão da rede elétrica para acompanhar o ritmo de novos projetos.
Atualmente, o Brasil possui mais de 36 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica, ocupando posição de destaque no cenário internacional e consolidando a fonte como uma das principais apostas para a transição energética e a ampliação da matriz elétrica renovável do país.





