A dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns na população, mas em alguns casos pode estar relacionada a doenças neurológicas graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cefaleias atingem mais de 90% das pessoas ao longo da vida. No Brasil, estima-se que mais de 30 milhões convivam com enxaqueca crônica.
De acordo com o neurologista Dr. Carlos Alberto, da Rede Oto, o principal risco está na dificuldade de diferenciar dores de cabeça primárias, como enxaquecas comuns, das secundárias, causadas por outras patologias.
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O especialista alerta que sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço, confusão mental, alterações na fala ou na visão podem indicar infecções no sistema nervoso central, hemorragias ou aumento da pressão intracraniana. Nessas situações, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.
Entre os exames utilizados na investigação está a punção lombar, procedimento realizado para coleta do líquor, líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal. A análise laboratorial do material auxilia no diagnóstico de doenças que nem sempre aparecem em exames de imagem, como tomografia.
Segundo o neurologista, a punção lombar é indicada principalmente em casos suspeitos de meningite, doenças inflamatórias e condições autoimunes, como a Esclerose Múltipla.
O procedimento é feito com anestesia local e utiliza uma agulha fina inserida na região lombar. O médico esclarece que o exame é considerado seguro, já que a coleta ocorre abaixo da região onde termina a medula espinhal, afastando o risco de sequelas motoras.
Especialistas reforçam que a automedicação e a normalização da dor podem atrasar diagnósticos importantes. A orientação é observar mudanças no padrão das dores de cabeça e buscar avaliação médica diante de sintomas incomuns ou persistentes.





