O cenário de juros elevados, instabilidade cambial e volatilidade nos mercados financeiros tem impactado os planos de brasileiros que desejam comprar a casa própria. Especialistas do setor financeiro apontam que o momento exige planejamento, análise do mercado e definição de estratégias para proteger o patrimônio e evitar endividamento excessivo.
Segundo pesquisa da Anbima, a compra da casa própria segue como o principal objetivo financeiro dos brasileiros. No entanto, fatores como juros elevados, incertezas econômicas, eleições e oscilações do mercado aumentaram a cautela entre consumidores e investidores.
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De acordo com Adrian Carvalho, CEO da consultoria Quartavia, o cenário atual leva muitas pessoas a adiarem decisões importantes por receio da instabilidade econômica. Ele afirma, porém, que o planejamento financeiro continua sendo essencial para alcançar objetivos patrimoniais de longo prazo.
Para quem possui recursos para aquisição à vista, especialistas avaliam que o momento pode abrir oportunidades de negociação. Dados da pesquisa Raio X Fipe-Zap mostram que o percentual de compras de imóveis com desconto passou de 61% em março de 2025 para 67% em março deste ano. O desconto médio registrado nas negociações ficou em 13%.
Já para quem depende de financiamento imobiliário, o custo elevado dos juros representa um desafio maior. A recomendação dos especialistas é aumentar o valor da entrada para reduzir o montante financiado e minimizar o impacto dos juros ao longo do contrato.
Enquanto a compra não acontece, analistas indicam aplicações conservadoras e com liquidez, como Tesouro Selic e fundos DI, para formação da reserva financeira. Para objetivos de longo prazo, investimentos atrelados à inflação também podem ser considerados, desde que compatíveis com o perfil de risco do investidor.
Especialistas ainda orientam que compradores acompanhem o mercado imobiliário com antecedência para entender preços, identificar oportunidades e evitar riscos relacionados a regras de financiamento e regulamentações locais.
Além do financiamento tradicional, modalidades como consórcio imobiliário e programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, também aparecem como alternativas para quem busca reduzir custos na aquisição do imóvel.
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Redação com informações do InfoMoney





